quarta-feira, 18 de março de 2009

ABC... 2+2=4

Uma das coisas que agradeço todos os dias é de poder ter estudado e da luta dos meus pais para me dar esta oportunidade, desde a luta para conseguir salas especiais para as pessoas com decifiência até pagar o ensino médio e faculdade.

Quando terminei o ensino fundamental, precisava escolher onde estudar, meus pais me sugeriram fazer um curso técnico junto. Então, escolhemos uma escola que ficava em um bairro próximo ao meu. Era uma escola com uma estrutura antiga, cheia de escadas. Mas quando meu pai e eu fomos fazer a matrícula, eles nos garantiram que fariam as adaptaçoes para eu poder estudar lá.

Dois meses depois, voltei na escola e para minha grande surpresa, eles realmente tinham adaptado a escola. No lugar de uma escada, que eu vi antes, agora eram rampas, o que me chamou muito a atenção, pois eles realmente queriam que eu fosse aluno deles.

Na faculdade, a estrutura inicial (e seguiu nos quatro anos) já eram bem melhores, o préddio tinha dois andares, mas com rampas para acessa-los. A exceção era o prédio da reitoria, onde tem um auditório, e foi onde fiz o estágio na TV.

No terceiro ano, dois alunos, Marcus Negrão e Bianca Santana, dos cursos de Publicidade e Jornalismo respectivamente, começaram a desenvolver um projeto para adaptar mais a faculdade, até com a instalação de computadores para auxiliar os alunos com alguma deficiência (eu já não era o único deficiente no prédio de comunicação). Entretanto, por falta de apoio da direção, o projeto não pôde ser implantado, o que foi lamentável.

Em resumo, com algumas dificuldades, consegui realizar meu sonho de estudar. Resolvi contar isso aqui hoje depois de assistir a uma reportagem no Jornal Nacional sobre uma menina com Síndrome de Down, que no século XXI, seus pais encontraram dificuldades para colocar a filha em uma escola, pois a escola argumentou que não poderia receber a menina porque não tinha estrutura pedagógica para tal. O mesmo que aconteceu comigo lá em 1990. E graças a insistência dos pais, encontraram uma escola para a menina estudar.

Fica aqui minha indignação em relação às escolas que ainda não aceitam ter alunos com algum tipo de deficiência por falta de conhecimento pedagógicos de seus docentes. Em 2009, não dá para aceitar uma situação.

5 Cornetadas:

Anônimo disse...

Isso ai, parabéns pela história!

Cybelle Varonos disse...

Oi querido, tb postei sobre isso no blog, não pode desisitir, tem que sempre seguir em frente, que no final será reconhecido.
Um beijo grande e parabéns pela luta!!!

Lauesg disse...

O blog (agora site .com.br rsrs) está cada vez melhor! É isso aí. Superação a cada dia!

Grande abraço!

Laurence Esgalha

Jairo disse...

Meu velho, acho que seria bem importante colocar os nomes da escolas e da faculdade que te deram essa atenção. Pode servir de referência para alguém, não é? Abraço

Anônimo disse...

Bah cara eu fico louca com isso!!mas não precisa ir longe,em porto alegre tem uma escola q não aceita motorista negro dirigindo,tenho um amigo q é moreno nada negro,mas tipo jambu,e eles não gostaram!!pode isso!!bjo

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