segunda-feira, 30 de março de 2009

Jornalista personagem

Reza o manual do jornalismo que quando o jornalista é o personagem de uma matéria é porque ele fez alguma coisa de errado.


Tá aí o Capucho (a careca é dele) fazendo seu trabalho. A foto é do Michael, o motorista.

Mas não considero que as matérias em que sou persongem o motivo tenha sido algo de errado que fiz. Muitas vezes, o valeparaibano me procura para uma entrevista para matérias a respeito da acessibilidade de São José dos Campos e faço com o maior prazer.

Na semana passada, a repórter Lídiane Duarte me procurou para fazer um "test drive" lá na Vila Ema, um bairro na região central da cidade, que é muito conhecida por sua vida boêmia (que não é a que cerveja).

A Lidiane tinha recebido uma denúncia de que as calçadas do bairro estavam inacessíveis para cadeira de rodas, como, por exempo, árvores com raízes que tomam a calçada inteira e calçadas com rebaixamento de guia muito desproporcional que é imposssível o cadeirante andar.

Numa das ruas atrás da igreja Sagrada Família, vimos várias calçadas nessa situação, como aquela da foto acima.

Para não estragar a pauta da Lidiane, não vou abordar o tema aqui da forma que deveria, mas vale conferir a reportagem no carderno Seu Bairro, na próxima quinta-feira.

A propósito, este será um principais temas da entrevista com o vice-prefeito no piloto da alltv cone leste, se ele confirmar a entrevista. Continuem mandando suegestões nos comentários, por favor.

sábado, 28 de março de 2009

Preparação para o domínio do mundo

Chegou a hora de contar uma grande novidade para os leitores aqui do blog. Tá certo, algumas pessoas já sabem, mas agora vai ser totalmente público.

Vou dominar o mundo (pelo menos o da internet).

Galera, e não é que o Reflexão Sobre Rodas tá me rendendo frutos?

Da ideia de um blog de um estudante de jornalismo em 2006, lá no Blog-se do Comunique-se, a um programa de TV na internet, em 2009.

Isso mesmo, o Reflexão Sobre Rodas e este jornalista que vos escreve vão para a televisão. Acreditem se quiser.

Nós vamos invadir a praia da TV Digital através da AllTv Cone Leste, do Grupo Bega Associados.

A ideia é fazer um programa de entrevistas e reportagens a respeito da Matrix, como diria o Jairo Marques, da Folha.

Vocês devem ter percebido que tenho postado pouco por aqui, está aí o principal motivo. Estou "correndo atrás" para colocar essa ideia maluca para funcionar.

Notaram que eu mudei mais uma vez as cores do blog? Então, já estou criando uma padronização entre o blog e o futuro programa de TV.

Para isso, contatei meu amigo Eder Costa, da Zigotto, para ele "recriar" um logo para o Reflexão Sobre Rodas, e ele com sua habilidade fenomenal, como ele mesmo diria, captou bem a intenção do nome e criou este logo que passo a usar no cabeçalho do blog e futuramente usarei no programa.

Sobre o programa

Ainda estamos em fase de pré-produção, vamos gravar o piloto na próxima semana. Minha intenção é entrevistar o vice-prefeito de São José dos Campos, Luiz Antônio Ângelo da Siva, que deverá assumir a Assessoria para Políticas da Pessoa com Deficiência, daqui da cidade que está para ser criada.

Gostaria de fazer uma proposta para vocês, mandem para mim, sugestões de perguntas para fazer ao vice-prefeito. Usem os comentários ou meu e-mail, ao lado para fazer.

Perguntas até quinta-feira, pois o programa deverá ser gravado na sexta. Conto com vocês.

terça-feira, 24 de março de 2009

Uma passadinha

Trabalhar para internet ou na internet é uma desgraça, o ser humano fica quatro dias sem acesso, porque seu computador resolveu dar chilique e a pessoa fica sem saber de compromissos, das novidades e sem bater papo no MSN.

Gente, como a TV só tem coisa chata passando no fim de semana, foi difícil encontrar algo de interessante para assistir. Mas deu para ver a gafe do Obama dizendo que parece um atleta paraolímpico quando joga boliche, uma bola fora e tanto, heim? Entretanto, ele ainda tem crédito comigo.

Daqui, ando meio sem novidades por enquanto, mas já, já terei, com certeza (se nada mudar hoje à tarde). Ainda estou sem meu computaador oficial, peguei um emprestado para ver meus e-mails e passar aqui um pouquinho.

Quando a situação estiver normalizadada, eu farei um post respondendo aos comentários das últimas postagens, pois admito que estou a dever isso para vocês.

quarta-feira, 18 de março de 2009

ABC... 2+2=4

Uma das coisas que agradeço todos os dias é de poder ter estudado e da luta dos meus pais para me dar esta oportunidade, desde a luta para conseguir salas especiais para as pessoas com decifiência até pagar o ensino médio e faculdade.

Quando terminei o ensino fundamental, precisava escolher onde estudar, meus pais me sugeriram fazer um curso técnico junto. Então, escolhemos uma escola que ficava em um bairro próximo ao meu. Era uma escola com uma estrutura antiga, cheia de escadas. Mas quando meu pai e eu fomos fazer a matrícula, eles nos garantiram que fariam as adaptaçoes para eu poder estudar lá.

Dois meses depois, voltei na escola e para minha grande surpresa, eles realmente tinham adaptado a escola. No lugar de uma escada, que eu vi antes, agora eram rampas, o que me chamou muito a atenção, pois eles realmente queriam que eu fosse aluno deles.

Na faculdade, a estrutura inicial (e seguiu nos quatro anos) já eram bem melhores, o préddio tinha dois andares, mas com rampas para acessa-los. A exceção era o prédio da reitoria, onde tem um auditório, e foi onde fiz o estágio na TV.

No terceiro ano, dois alunos, Marcus Negrão e Bianca Santana, dos cursos de Publicidade e Jornalismo respectivamente, começaram a desenvolver um projeto para adaptar mais a faculdade, até com a instalação de computadores para auxiliar os alunos com alguma deficiência (eu já não era o único deficiente no prédio de comunicação). Entretanto, por falta de apoio da direção, o projeto não pôde ser implantado, o que foi lamentável.

Em resumo, com algumas dificuldades, consegui realizar meu sonho de estudar. Resolvi contar isso aqui hoje depois de assistir a uma reportagem no Jornal Nacional sobre uma menina com Síndrome de Down, que no século XXI, seus pais encontraram dificuldades para colocar a filha em uma escola, pois a escola argumentou que não poderia receber a menina porque não tinha estrutura pedagógica para tal. O mesmo que aconteceu comigo lá em 1990. E graças a insistência dos pais, encontraram uma escola para a menina estudar.

Fica aqui minha indignação em relação às escolas que ainda não aceitam ter alunos com algum tipo de deficiência por falta de conhecimento pedagógicos de seus docentes. Em 2009, não dá para aceitar uma situação.

terça-feira, 17 de março de 2009

A gente também está lá

Ainda é pouco para dominar o mundo, mas o Reflexão ganhou mais dois novos espaços na internet. Como este blogueiro achava que aqui era muito pouco, "nóis" decidiu criar uma "comuna" no Orkut e colocar um Twitter à disposição de quem gosta de ler as coisas aqui.

Na "comuna", vocês vão poder cornetar mais ainda o Daniel, além claro, de sugerir temas, discutir os assuntos do blog. Para entar na comunidade, basta clicar aqui.

O Twitter aparece aqui no Blog no "Enquanto isso no Twitter", ou clica lá no www.twitter.com/reflexaosrodas .

Dentro em breve, "Nós vamos invadir outra praia", mas aí depois eu conto.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Entrando pela saída

Cultura é um direito a qual todos temos direito, seja alguém com deficiência ou não. Ontem, eu fui ao cinema para divertir um pouquinho. Como acontece na maioria dos cinemas atuais, este fica dentro de um shopping de São Joé dos Campos.

Para se adentrar no estabelecimento cinematográfico, é necessário subir uns três ou quatro degraus, ou seja, o Daniel não pôde entrar por onde todos os bípedes entram. Os que têm "tumove" para se locomover, precisam entrar pela saída, uma rampa que todos descem quando saem da sessão.

Não que entrar por uma "entrada alternativa" seja ruim, pelo menos entrei, mas não dá pra ter pensado em fazer uma rampinha pro cadeirante entrar e comprar uma pipoquinha?

Aí, ao posicionar a cadeira de rodas no local reservado, percebi que se eu tivesse uma namorada e a tivesse levado comigo, a guria não ia poder sentar ao meu lado. Podem imaginar a cena romântica, né?

Até havia o local reservado pro acompanhante, mas, inacreditavelmente, tinha um degrau para chegar lá (Viram que legal?).

Ah, só para constar, o outro cinema da mesma rede, que fica no outro shopping, as instalações são bem melhores para os cadeirantes. Mas às vezes, vou ao cinema deste shopping, porque este "centro de compras" tem muito mais opções de lojas e produtos e aproveito a viagem para ver um filme.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Vamos passear?

Nós estamos no século 21, não é mesmo?

Um tempo cheio coisinhas “hightech” (Daniel, o povo não sabe o que é esse negócio aí em inglês).

Certo, “hightech” é alta tecnologia. Sabe tudo aquilo que os comerciais dizem que é de “última geração”? Então, é isso.

Tem uma feira, que está na sua oitva edição, que vai acontecer lá na “capitar” no mês que vem que vai estar cheia dessas coisinhas e “coisonas”, para o povo que precisa de uma “ajudinha” para se mexer, ver, escutar e assim vai.

Tem de venda de camiseta pra conscientizar as pessoas para os direitos da pessoa com deficiência (É, o Evandro vai estar por lá) até umas adaptações “muito loucas” pra carro pro pessoal que não anda. (Garanto que se eu tivesse grana e carteira de habilitação ia arrumar um “tumove” pra mim).

Vai ter também alguns eventos paralelos bem bacanas acontecendo junto.

Ei, jornalista, cadê o “lide”, aquele tal de “o quê?”, “quando?”, “onde?”, entre outras perguntas perguntinhas básicas?

Beleza, aqui vai...

A Reatech acontece de 2 a 5 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5. Quinta-feira e sexta-feira, a feira funciona das 13h às 21h. Sábado e domingo das 10h às 19h. A entrada é gratuita. O estacionamento para quem vai de carro é R$20,00. Tem transporte gratuito, mas para quem mora em São Paulo.

Oh, quem não tiver a fim de ir pra Sampa, prepara o passaporte e vai para os Estados Unidos, o local mais próximo que vai ter algo parecido este ano.

Eu fui lá em 2006 e vou voltar lá este ano, se Deus quiser.

Mais informações: www.reatech.tmp.br

terça-feira, 10 de março de 2009

O "Ibope" foi alto

Gente, só tenho a agradecer a quem passou por aqui ontem e leu a minha decisão de focar os textos do blog.

Foi o maior número de acessos que já consegui registrar no blog.

Recorde também foi o a quantidade de comentários recebidos, muito obrigado pelo apoio à minha decisão, pois será um desafio muito grande escrever sobre este tema.

Destaco aqui os comentários de Jairo Marques, aquele mesmo do blog da Folha, que citei no post abaixo:

Luis, desejo que a nova fase do seu blog seja próspera e que contribua, como não tehho a menor dúvida, de forma substância para que possamos "dominar o mundo". Você tem um bom texto e ótimas ideias, então, agora é só "tocar pra frente". No "Assim como Você", eu, por princípio, só publico textos inéditos, mas, a agente ainda combina de vocè fazer algo pra lá! Abração e muito boa sorte.


Eu tinha sugerido para ele publicar o meu texto no blog dele, mas como eu já tinha publicado aqui, não foi possível. Agradeço aqui as palavras dele que, sinceramente, me animam muito, "brigado, tio!!!".

Outro comentário que destaco foi o de Wanderley de Assis, que também é cadeirante e tem uma participação ativa na defesa da pessoa aqui em São José dos Campos e em todo Vale do Paraíba.

Meu caro colega cadeirante Luis Daniel, acho que o fato de estarmos em uma cadeira de rodas não nos obriga a vivermos em um mundo paralelo, compreendo que o planeta não esta construido de forma acessivel a todos mas como vc mesmo disse na decada de 90 era bem mais dificil, tivemos pessoas que contribuiram diretamente para que hoje as coisas estejam mais faceis como seus pais e os pais de outras crianças com deficiencia por exemplo.

Fico felliz em saber que tomou a decisao de escrever sobre o segmento PESSOA COM DEFICIENCIA, até mesmo porque o que mais prejudica e inclusão social é o preconceito e o preconceito é derrubado facilmente com uma arma poderoza que os profissionais do jornalismo assim como vc são credenciados (tem o porte)para utuliza-la, a informação.

Parabens por esta decisão que tomou e espero que isso te traga muita felicidade pessoal e profissional.

Wanderley, como você me disse certa vez, a sociedade precisa de pessoas que defendam causas que a transforme e com este espaço, espero poder contribuir e me redimir do tempo que não dei a devida atenção aos desafios da Pessoa com Deficiência, Muito obrigado pelo apoio e espero contar com suas contribuições nessa nova "saga" que assumo a partir de agora

Aos demais, o mesmo agradecimento e o pedido para que colaborem para construir esse espaço como se deve e merece.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O filho pródigo retorna à “Matrix”

Aí alguém vai perguntar o que a parábola bíblica tem a ver com a trilogia futurista. Calma, eu explico. A história do filho pródigo conta que um filho, depois de gastar toda sua parte na herança, retorna para casa de seu pai com uma mão na frente e outra atrás.

Matrix é um termo que tenho lido bastante no blog “Assim como você” do Jairo Marques, da Folha. O jornalista, que é cadeirante, usa a tal expressão para definir “o mundo paralelo” em que as pessoas com deficiência vivem, pois quase sempre não têm lugares acessíveis para frequentar.

O negócio é o seguinte, quando eu era pequenininho, meus pais lutaram para que eu pudesse ter uma escola para estudar. Pois para quem não sabe, no começo da década de 1990, quando comecei a estudar na pré-escola, era difícil uma escola aceitar alguém que tivesse alguma deficiência.

Eles fundaram associações com outros pais para defender nossos direitos de estudar, lazer, esporte e outras coisas. Com isso formou-se um grupo muito unido dos pais e das crianças. Tínhamos até um coral infantil só de crianças com deficiência.

Fiz da pré-escola à terceira série em salas só alunos com alguma deficiência. Não eram todas as escolas que tinham essas salas, deveria haver umas três ou quatro dessas aqui na cidade. As turmas iam da pré-escola até a quarta série somente, depois disso, os alunos eram “integrados” às salas dos ditos “normais”.

Minha integração aconteceu na quarta porque somente eu da turma da terceira passei de ano (Ê menino inteligente!!!). Só que para eu mais bem me adaptar e até conseguir uma vaga na escola perto de casa, continuei a estudar na mesma escola onde tinha a “sala especial”, nessa época eu ainda era bem ligado com o povo da Matrix.

No ano seguinte, consegui uma vaga para estudar na escola perto de casa, onde meu irmão e meus vizinhos estudavam, foi aí que comecei a me distanciar da Matrix. Não dependia mais do transporte da prefeitura para ir à escola, meus próprios pais me levavam, era uma beleza. Estudei quatro anos naquela escola, de onde guardo excelentes recordações.

Quando fui para o ensino médio, fui estudar numa escola particular. Lá eles fizeram rampas para os lugares onde eu precisava ir. (Não sei se chegaram a adaptar o banheiro, pois nunca precisei usar, graças à sonda).

Bem distante do mundo Matrix, fui para faculdade, realizar meu sonho de ser jornalista para falar de futebol e política (Que ilusão!).

Já no primeiro ano fui convidado diversas vezes para ser entrevistado para falar como era a vida de uma pessoa com deficiência. O bacana foi que acabei criando amizades em todos os anos e cursos lá da então Faculdade de Comunicação e Artes. Juro para vocês, durante os quatro anos, dei bastante entrevista, tanto que perdi a conta.

Depois de um semestre que meus pais me levaram todos os dias na “facul”, comecei a andar no “transporte especial para portadores de necessidades especiais”, nome que é colocado nas portas das vans adaptadas que eram e algumas ainda são utilizadas. Nome que além de redundante, para mim, é errado, mas isso é assunto para uma outra postagem.

Reencontrei alguns amigos da época da luta de meus pais, como a Débora Bertolotti, o gêmeos japoneses, Elcio e Erik e conheci outras pessoas como o Sérgio e a Alessandra.

Presenciei e escutei muitas histórias nas viagens e recomecei a rever o mundo Matrix, os perrengues que alguns passam, as brigas com o pessoal da Secretaria de Transportes para conseguir agendar o horário de uma viagem. Todo dia tinha uma reclamação. Até que começaram a me cobrar por uma reportagem que contasse algumas histórias de lá.

Foi aí que “juntei o inútil ao desagradável” (assim fica mais interessante para se ter um conteúdo jornalístico). Eu precisava de um tema para o famigerado TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e resolvi fazer a tão solicitada matéria.

No terceiro ano da “facul” fui incentivado por uma amiga, a Priscila Souza, então formanda de jornalismo a fazer um blog e foi assim que nasceu o “Reflexão sobre rodas”, onde comecei a escrever sobre tudo, mas principalmente futebol e política, sem ligar muito para o povo da Matrix, pois eu insistia que não fazia parte dela (Seu burro!).

Vocês não devem “estar entendendo” porque estou a escrever tudo isso, mas vou explicar agora mesmo.

A semana que passou foi muito importante para mim, precisei tomar algumas decisões para minha vida de ser humano com deficiência física seja profissional ou pessoalmente, como ser o mais independente possível de meus pais, fazer coisas que há muito tempo eram para terem sido feitas. Uma delas interfere neste blog e consequentemente para quem o lê.

Fica definido que a partir de agora os assuntos tratados neste espaço virtual são relacionados somente ao mundo Matrix, ou seja, o Reflexão só vai tratar de temas ligados à pessoa com deficiência, mas é claro que englobará política e esporte, sendo que tenha algo a ver com a inclusão da pessoa com deficiência. Para facilitar a minha situação e não concorrer diretamente com outros blogs do gênero, o ambiente principal será São José dos Campos e o Vale do Paraíba.

Este blog não é só para o povo da Matrix, é e principalmente para quem não dela para que todos possam se conscientizar que a sociedade precisa ser mais acessível e igual a todos que fazem parte dela.

quarta-feira, 4 de março de 2009

LEGAL é legal mesmo!

Quando a ideia é boa, a gente tem que apoiar!

Um dos meus 50 leitores, o Evandro Bonocchi, que também é cadeirante, teve uma iniciativa muito LEGAL, popularizar a inclusão das pessoas com deficiência. Ele criou uma marca para divulgar e conscientizar as outras pessoas para os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O Evandro criou algumas estampas de camisetas baseadas no Símbolo Universal de Acessibilidade (aquele bonequinho branco em um quadrado azul) que ele chama de camisetas LEGAL.

Ele conta que ele teve a ideia depois de ver tanto desrespeito das vagas exclusivas para pessoas com deficiências. "Quero que com as camisetas, o símbolo do cadeirante, que é o símbolo universal das pessoas com necessidades especiais, vire uma coisa normal de se ver, de se enxergar. E não apenas nos banheiros de shoppings ou estacionamentos. Acredito que assim, nós deficientes, seremos mais vistos e menos ignorados pela sociedade", complementa ele.

Mas aí vai ter gente que vai perguntar, por que LEGAL? (Eu também perguntei) Ele explica:"LEGAL, porque é um protesto ou uma campanha colorida e bem humorada. De chata já basta a vida, se for levada a sério. LEGAL, porque se você visita um parque, um restaurante, um teatro ou escola que seja acessível, é um lugar legal, não é? LEGAL é incluir. LEGAL é usar as camisetas e indicar uma instituição para que a gente doe cadeiras de rodas. Pois parte das vendas, terá esse destino".

Para quem se interessou pela iniciativa e quiser fazer parte da turma, é só acessar o Blog http://legalcamisetas.blogspot.com ou no e-mail legalcontato@hotmail.com. No blog também podem ver os desenhos e "lay-out" das camisetas.

Participem!!!

terça-feira, 3 de março de 2009

Se eu derreter, não liga não

Que calor! Esse tal de Aquecimento Global um dia me derrete! Vi no jornal que hoje São José dos Campos chegou a 35º C, Não há garrafa de água que aguente. Galera se hidrate.

Estou no meu quarto com a luz apagada (ele não tem iluminação natural) e estou soando feito um condenado a isso.



 
^

Powered by Bloggerblogger addicted por UsuárioCompulsivo
original Washed Denim por Darren Delaye
Creative Commons License