quarta-feira, 19 de março de 2008

Desabafo de um tricolor

Todos que lêem este blog, (será que alguém lê isso mesmo?) sabem que sou são-paulino desde um longínquo 1993, com o bicampeonato mundial, num jogo contra o Milan, no Japão. Acordei de madrugada para a conquista comandada pelo saudoso mestre Telê Santana.

Em 1994, quase ele conseguiu o tricampeonato consecutivo da Libertadores, mas um goleiro paraguaio chamado Chilavert acabou com o sonho tricolor.

Desde então, as conquistas do São Paulo se baseou em Campeonatos Paulista que dividia alternadamente com seu maior rival, o Corinthians e isso aconteceu por quase 10 anos alternadamente.

Em 2003, por causa de uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, o primeiro em pontos-corridos, se classificou para a Libertadores de 2004. Ali ele começou a demonstrar que voltava para o cenário nacional e internacional. Não tinha um time de estrelas, com exceção do goleiro-artilheiro Rogério Ceni, era um clube que se planejava.

Em 2004, ele já era notado por todos como um dos melhores do país. Caiu no mata-mata do torneio continental, mas conquistou novamente a vaga para 2005 com outra boa campanha no nacional.

O ano mágico foi 2005, começou com a conquista de mais um Paulista, o planejamento mostrava o ápice dos resultados. A Libertadores era objeto de maior cobiça, pois bem, depois de uma ótima participação, levou a taça para o Morumbi e o passaporte para o Japão em busca de outro tricampeonato, agora com a chancela da Fifa. Foi ao país do sol nascente e com um gol de Mineiro, bateu os ingleses do Liverpool. Não teve uma boa campanha no Brasileiro, mas depois desses resultados obtidos, o nacional não fez diferença.

Com a vaga conquistada com o titulo do ano anterior, ele se tornou o favorito para vencer o torneio continental mais uma vez. Mas encarou pela frente o excelente time do Internacional de Porto Alegre e perdeu a taça. O Campeonato Brasileiro passou a ser a meta e com três rodadas de antecedência levou o tetra nacional. Tudo isso era fruto do melhor planejamento de clubes do país

Chegou 2007 e a soberba também. Os dirigentes tricolores se achavam os donos do Brasil, que todo jogador queria jogar no São Paulo e tudo mais. Teve uma participação medíocre (de médio) na Libertadores. Saiu na oitavas-de-finais quando perdeu para o Grêmio. Levou o bi brasileiro com os pés nas costas. Por competência deles e muita incompetência dos adversários.

Este ano a soberba prossegue e o que era planejamento passou a ser festa. Repatriou dois jogadores de bom nível técnico, mas de alto índice de periculosidade dentro e fora de campo. Os dirigentes se fazem de coitados e colocam as responsabilidades dos maus resultados em cima da arbitragem, enquanto é clara a baixa qualidade técnica de seus jogadores, mal repostos para este ano.

Fiquei muito decepcionado com a diretoria tricolor que caiu nesse “oba-oba” e inventa desculpas para o fraco desempenho dentro de campo. Eles discutem argumentos sem fundamento somente para desviar o foco e se esquecem que quem entende um pouco de futebol, sabe o que está errado.

Infelizmente, como são-paulino, não vejo um grande ano tricolor como foram os últimos. Sorte dos demais times.

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