domingo, 17 de fevereiro de 2008

Saudade da minha indignação

Hoje, na hora do almoço, encontrei com meu amigo Pierre na internet. Fazia muito tempo que não conversava com ele. Nós nos conhecemos quando fizemos o ensino médio e curso técnico em informática, de 2001 a 2003.

Atualmente, ele faz faculdade de sistemas de informação, na USP em São Paulo. É, eu já sei faz tempo, ele é muito inteligente.

Nós tínhamos discussões muito intensas nas aulas, ou melhor, nos intervalos delas. Falávamos principalmente das relações humanas, os poderes que “mandavam” no mundo.

Na conversa de hoje ele me perguntou se eu seria um jornalista da grande mídia ou buscaria a verdade. Respondi categoricamente: cumprirei meu juramento e buscarei incansavelmente a verdade.

afirmei que o que ele estava dizendo era “Teoria da Conspiração” e que nos grandes meios de comunicação há profissionais excelentes e que fazem um bom trabalho. Ele disse: “Hahaha, tá bom, Luis...”

Ele me contou que tinha vontade de fazer jornalismo e que gostava muito da revista “Caros Amigos”. Uma revista que também gosto muito, embora a leia pouco.

Sugeri a ele que fizesse uma segunda faculdade depois que terminasse a que ele faz. Depois de algumas mensagens, me despedi e saí da internet.

Aquela conversa, me fez reconhecer que estou em falta com o meu poder de indignação com os fatos. O mesmo que, na adolescência, me fez escolher a profissão que tenho hoje.

A faculdade nos dá alguns parâmetros de análise bem interessantes para os acontecimentos. Mas, no meu caso me anestesiou, tamanha a quantidade de fatos absurdos que tomamos conhecimento. A imparcialidade que buscamos e a ausência dos juízos de valor também me tiraram a indignação de adolescente.

É, estou sou saudade da minha indignação e está na hora de voltar a tê-la.

1 Comentário:

pahpuglieze disse...

Eu perdi as esperanças..
=S

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