segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Edir Macedo é indiciado por falsidade ideológica

Redação do Comunique-se

O bispo responsável pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e controlador da TV Record, Edir Macedo, foi indiciado na semana passada por falsidade ideológica e por utilizar documentos supostamente falsos para mudar o controle acionário da TV Vale do Itajaí (SC). A Polícia Federal de Itajaí encontrou irregularidades na transferência das cotas sociais da emissora do ex-pastor da igreja Marcelo Nascentes Pires para o presidente da Record, o bispo Honorilton Gonçalves.

Para realizar a operação, Edir Macedo teria usado uma procuração antiga, assinada previamente pelo ex-pastor mas sem o conhecimento atual do ex-integrante da Igreja, o que se configura uma fraude. Sem esse documento, o bispo Macedo ficaria impedido de passar a concessão da TV Itajaí – retransmissora da TV Record – para o presidente da Record.

O delegado da Polícia Federal de Itajaí, Aníbal Gaya, comanda as investigações por supostos “sócios ocultos” nas emissoras de Edir Macedo. Segundo as apurações de Gaya, há indícios de que o bispo Edir Macedo – para barrar as leis que limitam a concessão de emissoras na mão de controladores únicos – esteja colocando as TVs em nome de outros bispos, como é o caso da TV Itajaí.

O procurador da República Marcelo Mota, do Ministério Público Federal de Santa Catarina, recebeu o pedido de inquérito da Polícia Federal e vai analisar se formaliza o pedido de investigação.

O advogado do bispo Edir Macedo, Arthur Lavigne, cuida das acusações criminais contra o bispo, a Universal e a Record. Lavigne afirma que não sabe como foram feitas transferências das cotas sociais da emissora. “Não tenho ainda detalhes de como foi ‘adquirida’ a emissora”, afirmou.

"O delegado quer ouvir Edir Macedo, mas ele mora nos Estados Unidos”, acrescentou. Daí, explica Lavigne, a importância de o advogado mandar uma carta rogatória aos Estados Unidos para que o bispo Macedo responda criminalmente ao inquérito.

Nota do LD: Sempre me pergunto se o governo não poderia, há tempos, rever a forma em que a Record (e suas afiliadas) é administrada.

A mais antiga TV brasileira não poderia ficar a mercê de administradores de carater duvidoso, como há muito tempo se divulga.

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