quarta-feira, 13 de maio de 2009

Estou aqui, mas fui pra lá

Como devem ter percebido, faz um tempo que não escrevo aqui , é que eu mudei mais uma vez de casa, o ser humano que vos tecla sobre rodas ficou metido e começou a fazer o blog no VNews (para quem não sabe é o portal de notícias da Rede Vanguarda, filiada da “poderosa”, na região).

Por enquanto, estou reeditando alguns posts que publiquei aqui, mas também com alguns textos inéditos.

Mas, às vezes, vou passar por aqui, para escrever algumas coisas que julgar que será impróprio fazer lá, muito embora, não exista regras rígidas e posso fazer como fazia por aqui.

Redirecionei o www.reflexaosobrerodas.com.br para lá para ficar mais fácil de divulgar.

Qualquer coisa, gritem aí, ok?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Bora pra balada?

Tá gente, eu sei que hoje é segunda-feira, ainda falta muito pra chegar o fim de semana, que, aliás, esta semana é prolongado de novo. Mas a história é a seguinte:

Balada é um negócio que todo mundo acha que o povo com deficiência não vai, principalmente, os da cadeira de rodas, mas não é bem assim não. Na verdade, são os empresários das baldas que não deixam a gente ir.

Os caras barram a gente na porta ou não deixa a gente ir tirar a água do joelho. Mesmo as leis mandando eles deixarem os cadeirantes felizes, os caras teimam em “barrar a gente no baile”. (Ei, alguém lembra aí do seriado americano que passava na Globo na década de 90? Não? É, estou ficando velho mesmo :P).

Mas um amigo meu resolveu montar uma balada, sabe, gente? E chamou um cara mais amigo meu ainda pra comandar a parada (que não é gay!!!) Esse segundo amigo, é um dos caras que às vezes cometem a loucura de me levar pras baladas por aí e ele sempre passava um perrengue comigo.

Ele chegou um dia pra mim e me perguntou:

-Daniel, o que você ache legal ter numa balada?

Eu já de pronto respondi:

-Mulher e música boa (bobo, ne não?)

-Não, não é nada disso. O que você acha que deve pro cadeirante? como você chama lá no blog, o povo da matrix.

- Ah, ta. Primeiro, a gente tem que conseguir entrar na balada, ou seja , uma entrada plana ou com rampa. Ah, a porta tem que caber a cadeira de rodas, tem cada porta por aí. Outra coisa fundamental é o tal do banheiro adaptado. Eu não uso banheiro nos lugares aonde vou, mas a maioria usa. Ele tem que ser amplo pra caber a cadeira de rodas, ter as barrinhas de apoio. Essas coisas todas, você consegue na prefeitura. Mas o primordial é todos os locais da casa serem acessíveis e nada de lugar reservado pra a gente ficar, o negócio é a gente estar junto com todo mundo.

-Legal, Daniel, gostei das dicas, depois você me fala mais coisas, ok?

Bom, gente, na sexta-feira passada, o meu amigo Beto Gomes inaugurou o “meu, o seu, o dele, o nosso, Lounge Por Essas Bandas!!!” Aeeeeeeeeeeee

Para quem gosta de um Rock in Roll com qualidade, assim como eu, o Lounge Por Essas Bandas é o local da balada do fim semana. Uma casa com dois ambientes totalmente distintos. Um barzinho com voz e violão para quem prefere ficar sentadinho à beira de uma mesinha. Quem gosta da agitação de uma banda completa e um ambiente fechado, tem seu espaço garantido.

Não é porque os caras lá são meus amigos não, mas finalmente encontrei uma balada que se preocupa com o povo da cadeira de rodas. Onde não é plano, tem rampa. Mesmo o os que não conseguem subir sozinho podem pedir ajuda pra alguém que essa pessoa não terá medo de ajudar e derrubar o “malacabado” no chão.

Tem banheiro exclusivo pro cadeirante. Comentei com eles que achei o banheiro meio pequeno para mexer com a cadeira lá dentro, mas eu já estou pensando num jeito para sugerir e melhorar que vou falar pra eles.

Beto, na passagem entre um ambiente e outro, ficou um ressalto “brabo” pro matrixiano que não for muito forte, eu consegui, mas eu não bebi nada, aí deu certinho.

De primeira, foram essas observações que consegui fazer, com o tempo, a gente vê mais detalhes pra melhorar.

Matrixianos que leem o blog, os caras estão começando, não dá pra gente cobrar perfeição deles ainda, por isso, quem tiver alguma dica pra dar, cornete aí, ou mande um e-mail pra mim que repasso pra eles.

Então, todos estão convidados a conhecer o novo espaço para curtir aqui na cidade e assim dar uma opinião a respeito do local.

O endereço é: Av. São José, 492, centro.

Repito, depois, contem aí o que acharam, ok?

A propósito, vocês podem me contar como está a situação da concorrência?

Ficarei grato.

sábado, 18 de abril de 2009

Penitência de um jovem jornalista cadeirante

Como um bom menino e arrependido de não ter feito o que deveria e por isso recebi vários puxões de orelha, inclusive do mestre da Folha, eu caminhei ao Conselho Municipal dos Direitos da pessoa com deficiência de São Jos´dos Campos.

A seguir o texto na íntegra:

Ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São José dos Campos

Eu sou Luis Daniel da Silva, 24 anos, cadeirante e jornalista. No dia 16 de abril de 2009, fui participar do Seminário “Problemas e Soluções Urbanas”, realizado no Parque Tecnológico “Eng. Riuji Kojima”, promovido pela Prefeitura Municipal de São José dos Campos. Ao chegar no local, fui abordado por uma senhora que me pediu para acompanhá-la e me disse que ia solicitar para algumas pessoas que auxiliassem a subir as escadas para ter acesso ao auditório onde seria realizado o seminário.

Fiquei surpreso com aquela situação. Imaginei que a prefeitura de São José dos Campos fosse realizar tal evento em local acessível a todas as pessoas, inclusive nós, com algum tipo de deficiência.

Eu estava com minha cadeira motorizada e avisei a senhora que a cadeira era muito pesada. Ela me perguntou se eu não preferia trocar de cadeira de rodas, pois eles teriam outra cadeira, mais leve, para me oferecer. Disse prontamente que gostaria de permanecer na minha cadeira de rodas, pois ela é totalmente adaptada para as minhas necessidades. Acompanhei-a até a frente da escada e esperei os homens que fizeram um esforço tremendo para subir os dois lances de escada, com mais ou menos dez degraus cada. Assim, tive acesso ao auditório, onde estavam presentes várias pessoas e autoridades, como vereadores, o prefeito Eduardo Cury e o deputado estadual Hélio Nishimoto e vários colegas de imprensa.

Fui informado de que poderia chegar ao pavimento acima por uma outra entrada, mas teria que chegar até lá de carro, atravessando boa parte do complexo tecnológico, o que também rechacei, pois teria que sair de minha cadeira de rodas e provavelmente desmontá-la para colocar dentro de um carro a ser cedido por quem fosse. Desta forma, não entraria pelo local que os demais entraram, e sim, por uma “alternativa”.
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Durante o evento, chamei a atenção dos participantes, em sua maioria engenheiros e arquitetos, para a falta de acessibilidade do local. O que chega a ser contraditório, afinal, o seminário discutia os “Problemas e Soluções Urbanas” do município, e a meu ver, a questão da acessibilidade aos órgãos e lugares públicos é um dos grandes problemas urbanos da cidade e de todo o país.

Ao questionar, Alfredo de Freitas Almeida, presidente da Urbam, Urbanizadora Municipal, gestora do Parque tecnológico, em relação à falta de acessibilidade do prédio, ele responsabilizou a antiga dona do local pelo problema e afirmou que providenciará um elevador externo, ou seja, de fácil instalação.

Na minha visão de pessoa com deficiência física e jornalista atuante no setor da inclusão social, esta é uma solução que não atende aos reais direitos da pessoa com deficiência de um acesso universal, ou seja, o mesmo acesso que alguém sem deficiência utiliza, a pessoa com qualquer tipo de deficiência ou mobilidade reduzida tem o direito de usar. Para isso, basta que os responsáveis pela construção e adequação dos prédios públicos e privados construam locais com entradas, saídas e infraestrutura com acesso para todos, sem que nós precisemos usar “acessos alternativos”, como no caso do “elevador externo e de fácil instalação” ou a entrada do piso superior que não era a oficial.

Ao responsabilizar a antiga dona do prédio, o senhor Alfredo de Freitas Almeida tenta isentar a prefeitura de qualquer falha na estrutura. Mas, vale lembrar, o complexo tecnológico foi inaugurado oficialmente há três anos, em março de 2006, tempo suficiente para haver a adequação do local. A meu ver, não se justifica a argumentação do gestor.

Quero, neste relato, manifestar a minha indignação contra a situação constrangedora e perigosa que a Prefeitura de São José dos Campos me fez passar ao não cumprir a legislação que determina acessibilidade universal, ou seja, a todos. Pois, isso colocou minha integridade física em risco.

Solicito ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São José dos Campos para que tome as providencias cabíveis para notificar a prefeitura por não ter infraestrutura adequada para a realização do evento paradoxalmente chamado de “Problemas e Soluções Urbanas”.

Atenciosamente,
Luis Daniel da Silva
Cadeirante e Jornalista (MTB 52.249-SP)
www.reflexaosobrerodas.com.br

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Planejamento mal planejado

Esses dias eu estava “surfando” pelo site da prefeitura daqui de São José e vi um destaque sobre um Seminário de Planejamento Urbano (para quem não sabe, é um dos meus assuntos preferidos). Fiz a minha inscrição e me organizei para ir, o evento acontece entre hoje e amanhã no Parque Tecnológico.

Pois bem, cheguei lá todo lindão, com minha camisa verde abacate e minha super “cadeira elétrica”. Peguei minha credencial e logo que virei para trás, uma mulher me abordou e disse: “Por favor, me acompanhe, eu vou chamar uns rapazes para te ajudar as escadas...” , (escadas? Mas eu pensei que o parque tecnológico fosse um local moderno, que essas coisas não tivessem lá). Eu prontamente avisei, minha cadeira é pesada, acho que não vão aguentar. A mulher ainda me ofereceu uma cadeira manual... porém, se eu quisesse andar em uma, tinha ido na minha que é confortável, diga-se de passagem.



aí é escadinha básica, multiplica por dois porque tem mais um lance depois que virar à direita

Ela me contou que para eu não subir pelas escadas, eu teria que atravessar por fora. Perguntei se era longe. Ela respondeu com a maior cara lavada: tem que ir de carro. Juro, quase fui embora naquela hora.

Os “rapazes” subiram a cadeira e suas várias centenas de quilos. De primeira, já me encontro com o prefeito Eduardo Cury, PSDB, dando uma entrevista para uma rádio, mas segui meu cominho para o auditório.

Para cumprir o meu dever jornalístico, pelo qual fui lá, pedi uma entrevista com ele. Fiz aquelas perguntas de sempre sobre o evento e como a acessibilidade entra nas discussões do seminário. Ta, eu confesso “amarelei”, não comentei com ele a história da escada, mas deem um desconto, era a primeira vez que o entrevistava como prefeito.

Nas conversas de corredores, comecei a abordar os colegas de seminário, questionando a falta de acessibilidade para um evento que discutia o planejamento urbano. Será que eles não queriam que as pessoas com deficiência participassem? Ou eles imaginam que um cadeirante consegue subir escada?

O vereador da oposição Wagner Balieiro do PT, que sei que vai e este texto, achou aquilo um grande erro da prefeitura, mesmo parecendo só ter prestado atenção no detalhe depois que comentei.

Os “rapazes” que me subiram, me disseram que vão relatar essa falha ao prefeito. Logo depois do intervalo, encontrei o presidente da Urbam, Urbanizadora Municipal, Alfredo de Freitas, que é que, gerencia o parque, e ele afirmou que tomará providencias para sanar a falha e responsabilizou a antiga dona do local pelo problema. Porém, “meu bom homem”, isso não me convenceu, pois já faz um bom tempo que a prefeitura é que manda lá.

Depois, ele consultou seu engenheiro e depois disse que a solução mais rápida é a colocação de um elevador “portátil”, o que a meia-boca, resolve o problema, pois como me afirmou Wanderley Assis, do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência daqui de São José, CHEGA DE GAMBIARRA, CHEGA DE USARMOS ENTRADAS ALTERNTIVAS!!! Queremos entrar por onde todos entram!!!

Resumo da ópera, São José dos Campos se aclama a cidade que se preocupada com a acessibilidade das pessoas com deficiência, mas sua prefeitura tem várias falhas graves de acessibilidade em seus prédios de eventos e secretarias.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Agora sim, Globo

Não sei se era descuido ou desatenção de minha parte, mas de uns tempos para cá, reparei que os veículos de comunicação estão fazendo várias reportagens a respeito das pessoas com deficiência.

Como a maioria dos brasileiros, eu sou daqueles que assisto, boa parte do tempo, aos telejornais da Globo (embora meu favorito seja o Jornal da Cultura). Tenho visto todos os dias pelo menos uma reportagem que tem a ver com o tema soberano deste blog.

Não sei qual o real motivo de haver essa mudança, só sei, que se algo mudou, foi para melhor.

Cheguei a ver, inclusive, uma propaganda na emissora que incentivava a inclusão, o que também nunca tinha visto.
Hoje estreia uma novela que tem uma atriz cega de verdade, eba!
Esta semana vai ter até gente famosa neste blog (e em outros blogs do gênero) aparecendo na tela do "Plim-Plim". O Jairo Marques, ele mesmo, vai participar do Progrma do Jô, que volta hoje das férias de quatro meses. O Jairo informa, no seu blog, que o programa deve ir ao ar mais no final da semana.
Como Jairo disse no post, "Vamo dominar as própria 'Grobo', negada".
Critiquei muitas vezes por ações da Globo, mas agora ela merece meus elogios.

Eu já fiz alfuns progrmas de TV, além do eu estou produzindo, é uma coisa bem legal, mas eu ainda não me aostumei com as câmeras e os holofotes. Aliás, meu programa, vai demorar mais do que eu esperava, porque fazer empresas tirar a grana do bolso não é fácil não, mas já, já terá novidades!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Feira da Matrix, parte 2, a missão

Era para eu ter escrito este post ontem, mas quando eu estava no meio dele, ocorreu um imprevisto, eu parei e não terminei. Como eu não salvei o "doc", perdi aquilo que já estava pronto, então vamos começar redundantemente do começo.

Na postagem de domingo, eu escrevi sobre o encontros que tive na Reatech, das pessoas que conheci e quem eu reencontrei* por lá.

Mas é "craro" que eu dei aquele "bizú" na estrutura e nos brinquedinhos da feira, o que me causou certo impacto que não foi dos melhores.

Uma coisa que vi logo de cara, foi que não é qualquer mamulengo que estava por lá. Eram só os "mano" da "crasse" média pra riba. Os pobrinhos, com todo o respeito, nem abriram o crediário pra comprar uma passagem pra chegar à feira.

Mas mesmo os da "crasse" média não tinham condições de comprar os brinquedinhos "hightech". Estava das coisas maaaais caras que já vi.

Meu atual sonho de independência (ou algo semelhante) é ter um carro que tenha uma rampa ou plataforma para eu subir com a cadeira de rodas motorizada que ganhei da prefeitura há uns dois anos. Mas, "mew", eu ainda não acertei as dezenas da Mega-Sena (bem que eu tento) para poder comprar um carro daqueles que vi lá.

Fui ver uma cadeira de rodas (sem motor) "que nem" a que estou sentado agora. Só não caí pra trás porque o encosto me segurou. Era o dobro do valor da mesma que comprei em 2002, há quase sete anos. Passei do lado do stand das cadeiras motorizadas, mas nem perguntei quanto custava pra não ter um infarto com apenas 24 anos e no meio da feira.

Depois meu pai me contou que ele perguntou o preço das baterias... Preparem-se... R$250,00 cada (o meu possante pede duas, faz a conta aí).

Na hora do rango, veio mais uma facada no coração. Eu pedi um lenche de frango e meus pais pediram um prato básico de arroz com feijão e uma carninha. Eu disse UM prato para os dois, custou "apenas" R$ 20,00. Meu lanchinho saiu por uma dúzia de real. Ah, tinha o "refri", duas latinhas daquele líquido gaseificado preto foram meia dúzia de real. Então, some aí e vocês chegarão ao resultado de R$ 38,00 para três pessoas. Depois a gente gastou mais um pouquinho com dois "solvetes" e uma garrafinha de água.

Cheguei â conclusão de que para ser deficiente é preciso ter o pré-requisito de ser rico, dono de banco ou assaltar um, antes de ir a uma feira dessa.

Ah, um parêntese, parabéns aos meus amigos e colegas de profissão, que todos dias informam pelos mais diversos meios de comunicação, dá-lhe imprensa!!!

*O Acordo Ortogáfico pede um hífen, mas a Academia Brasileira de Letras parece que baixou uma resolução que retira o "traço" entre dois "E's".

domingo, 5 de abril de 2009

Feira da Matrix

E eu fui à Reatech ontem.

Parecia um parque de diversões. Haja cadeiras de rodas, perdi a conta quantas eu vi, de tudo quanto era jeito, para todos os gostos e necessidades. Motorizadas, esportivas, normais, entre outras.

Claro que não tinha só cadeira de rodas, todos os matrixianos estavam muito bem servidos, o povo que não enxerga, que não ouve, que tem dificuldades para se locomover.

Eu passei muito tempo sem ter contato com pessoas que têm deficiência auditiva, aí toda vez que me encontro com eles conversando por linguagens de sinais (libras) eu sempre fico os observando e admirado com forma deles se comunicarem. Eles podem xingar, falar palavrão, que quem não sabe interpretar a linguagem de sinais, assim como eu, não entende nada.

Lá, finalmente, conheci pessoas que até então, só conhecia pela internet. O Chuck Norris, ops, o Evandro, com sua barba que impõe respeito (cara, suas camisetas são muito boas, mas são carinhas, hein?). A Cybelly, a fisioterapeuta. O Billy Saga, com seus dreads inconfundíveis, o idealizador do Movimento SuperAção que me lembra muito o meu amigo Fernando Banzi (rs).

Também tive oprtunidade de conhecer o belo sorriso e a personalidade forte da Tabata e quando eu já estava para ir embora, encontrei o cara que me deu coragem para dar um "upgrade" neste blog, o pai da Matrix, Jairo Marques da Costa. A conversa foi rápida para dois jornalistas, mas foi uma grande satisfação trocar aquela ideia com o companheiro de profissão, de cadeira de rodas e de tamanho de nariz.

Alguns amigos já conhecidos daqui de São José "pegaram" a Dutra e a gente foi se encontrar na Imigrantes. Logo que cheguei à feira, esbarrei na Joara, que mesmo morando na mesma rua que eu, fazia muito tempo que não a via, ela estava com suas colegas do curso de fisioterapia da Univap. O Rodrigo Almeida, o futuro cadeirante jornalista, amigo desde a "Santa Ceia".

Como o post já está meio longo e não estou muito bom para escrever hoje, vou deixar o restante dos assuntos que quero contar da Reatech para amanhã

segunda-feira, 30 de março de 2009

Jornalista personagem

Reza o manual do jornalismo que quando o jornalista é o personagem de uma matéria é porque ele fez alguma coisa de errado.


Tá aí o Capucho (a careca é dele) fazendo seu trabalho. A foto é do Michael, o motorista.

Mas não considero que as matérias em que sou persongem o motivo tenha sido algo de errado que fiz. Muitas vezes, o valeparaibano me procura para uma entrevista para matérias a respeito da acessibilidade de São José dos Campos e faço com o maior prazer.

Na semana passada, a repórter Lídiane Duarte me procurou para fazer um "test drive" lá na Vila Ema, um bairro na região central da cidade, que é muito conhecida por sua vida boêmia (que não é a que cerveja).

A Lidiane tinha recebido uma denúncia de que as calçadas do bairro estavam inacessíveis para cadeira de rodas, como, por exempo, árvores com raízes que tomam a calçada inteira e calçadas com rebaixamento de guia muito desproporcional que é imposssível o cadeirante andar.

Numa das ruas atrás da igreja Sagrada Família, vimos várias calçadas nessa situação, como aquela da foto acima.

Para não estragar a pauta da Lidiane, não vou abordar o tema aqui da forma que deveria, mas vale conferir a reportagem no carderno Seu Bairro, na próxima quinta-feira.

A propósito, este será um principais temas da entrevista com o vice-prefeito no piloto da alltv cone leste, se ele confirmar a entrevista. Continuem mandando suegestões nos comentários, por favor.

sábado, 28 de março de 2009

Preparação para o domínio do mundo

Chegou a hora de contar uma grande novidade para os leitores aqui do blog. Tá certo, algumas pessoas já sabem, mas agora vai ser totalmente público.

Vou dominar o mundo (pelo menos o da internet).

Galera, e não é que o Reflexão Sobre Rodas tá me rendendo frutos?

Da ideia de um blog de um estudante de jornalismo em 2006, lá no Blog-se do Comunique-se, a um programa de TV na internet, em 2009.

Isso mesmo, o Reflexão Sobre Rodas e este jornalista que vos escreve vão para a televisão. Acreditem se quiser.

Nós vamos invadir a praia da TV Digital através da AllTv Cone Leste, do Grupo Bega Associados.

A ideia é fazer um programa de entrevistas e reportagens a respeito da Matrix, como diria o Jairo Marques, da Folha.

Vocês devem ter percebido que tenho postado pouco por aqui, está aí o principal motivo. Estou "correndo atrás" para colocar essa ideia maluca para funcionar.

Notaram que eu mudei mais uma vez as cores do blog? Então, já estou criando uma padronização entre o blog e o futuro programa de TV.

Para isso, contatei meu amigo Eder Costa, da Zigotto, para ele "recriar" um logo para o Reflexão Sobre Rodas, e ele com sua habilidade fenomenal, como ele mesmo diria, captou bem a intenção do nome e criou este logo que passo a usar no cabeçalho do blog e futuramente usarei no programa.

Sobre o programa

Ainda estamos em fase de pré-produção, vamos gravar o piloto na próxima semana. Minha intenção é entrevistar o vice-prefeito de São José dos Campos, Luiz Antônio Ângelo da Siva, que deverá assumir a Assessoria para Políticas da Pessoa com Deficiência, daqui da cidade que está para ser criada.

Gostaria de fazer uma proposta para vocês, mandem para mim, sugestões de perguntas para fazer ao vice-prefeito. Usem os comentários ou meu e-mail, ao lado para fazer.

Perguntas até quinta-feira, pois o programa deverá ser gravado na sexta. Conto com vocês.

terça-feira, 24 de março de 2009

Uma passadinha

Trabalhar para internet ou na internet é uma desgraça, o ser humano fica quatro dias sem acesso, porque seu computador resolveu dar chilique e a pessoa fica sem saber de compromissos, das novidades e sem bater papo no MSN.

Gente, como a TV só tem coisa chata passando no fim de semana, foi difícil encontrar algo de interessante para assistir. Mas deu para ver a gafe do Obama dizendo que parece um atleta paraolímpico quando joga boliche, uma bola fora e tanto, heim? Entretanto, ele ainda tem crédito comigo.

Daqui, ando meio sem novidades por enquanto, mas já, já terei, com certeza (se nada mudar hoje à tarde). Ainda estou sem meu computaador oficial, peguei um emprestado para ver meus e-mails e passar aqui um pouquinho.

Quando a situação estiver normalizadada, eu farei um post respondendo aos comentários das últimas postagens, pois admito que estou a dever isso para vocês.



 
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